sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Circo


Vou pela caravana gritando meia dúzia de sandices.
Roubarei flores frescas no cemitério da casa ao lado.
Vou dizer o que penso e agir sem pensar.
Essa noite faremos malabarismo com corações partidos
Dançarei pelado por sobre a corda bamba,
E nós dois vamos concordar que não existe nada cômico, só a desgraça escondida atrás de sorrisos insanos.

Sou poeta do escuro e no meu circo não tem plateia.
Meus palhaços são burros, tristes e passam fome. Eu com nada me importo.
Arrancarei meu fígado no centro do palco e quem der mais por ele leva.

Entitularei Circo, Puteiro, Congresso Nacional... Apenas deixarei as máscaras caírem.
Aqui já não tem "pau" mesmo, o nome Brasil não serve mais.